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quarta-feira, 19 de novembro de 2014



Extensão    -    25 Km
Grau de Dificuldade    -    Moderado
Localização    -    
Entre o Barroso e a Cabreira
Ponto de Partida / Chegada    -     Salto, Montalegre
Altitude mínima    -    818 m.
Altitude máxima    -    1.122 m.
 
 
 
     E num dia em eram previstas enormes e terríveis tempestades, eis que decidimos enfrentar todas essas meras probabilidades e pôr os pés ao caminho. Deslocamo-nos até á bela vila de Salto, em terras montalegrenses, para percorrer o PR8 MTR – Trilhos de D. Nuno.
     O trilho percorre diversos caminhos de ligação entre as várias aldeias pertencentes á freguesia de Salto, atravessando bosques e um número sem-fim de lameiros povoados por numerosas manadas de gado barrosão, que pintam e dão vida a todo aquele extenso vale que faz a divisória natural entre a serra da Cabreira e a vizinha serra do Barroso.
     Região lindíssima, com inúmeros motivos de interesse paisagístico, histórico e cultural, e que merece uma atenta e demorada visita. O trilho acaba assim por ser bastante interessante de percorrer e aconselhável.
     Há no entanto algumas situações a ter em conta para quem o pretenda palmilhar. Existem em alguns pontos falhas de sinalização que nos levam facilmente a sair do rumo certo e o percurso a efectuar já se diferencia, e muito, do apresentado no mapa do folheto oficial do trilho. O caminho é longo e os 22 kms anunciados no folheto não chegam para o fazer. São necessários pelo menos 25 kms, contando com o desvio para a capela da Sra. dos Aflitos. Dá a percepção que o trajecto foi sujeito a rectificações que alteraram o seu traçado, aumentando consideravelmente a distância a percorrer.
     De igual modo as 5 horas anunciadas como tempo necessário para efectuar a caminhada são irreais, a não ser que se o faça em passo de corrida. Num ritmo normal e com poucas pausas, nada menos que 7 horas no terreno. Outra questão a ter em conta prende-se com o facto de poder encontrar nos caminhos autênticos rios de água, principalmente em alturas do ano propícias a chuvas abundantes e nas zonas de lameiros terrenos bastante encharcados.
     De resto é só desfrutar das belas paisagens que por lá existem e que nesta altura do ano atingem o seu ponto alto!
     Quanto aos trovões e tempestades anunciadas acabaram por fugir para bem longe. Á medida que o dia foi avançando as nuvens negras deram lugar ao sol e á sua luz. Um belo dia para caminhar na companhia de amigos que ajudam a tornar estes momentos, grandes momentos!
     Uma espécie de prémio para quem não se quis 'entregar' ao sofá!