terça-feira, 29 de novembro de 2016

Fraguedos do Marão




Dia com condições ideais para a prática de montanhismo, muito conveniente para a concretização de um antigo e muito arrojado desejo.
Botas ao caminho... Boa companhia e muita vontade de ir mais além, ingredientes sempre indispensáveis nestas andanças.
Resultado final: uma dura mas fabulosa caminhada, numa serra de incríveis desníveis e beleza ímpar que, muito inexplicavelmente, continua a passar ao lado do pessoal montanheiro.
A impressionante serra do Marão!




















 

quinta-feira, 10 de novembro de 2016



Foto gentilmente cedida por Alexandre Matos
© Todos os direitos reservados

Parque Nacional dos Picos de Europa, 24 de Outubro de 2015.

Como dizia um companheiro destas andanças da montanha, é preciso caminhar uma vida inteira para se ter registado um momento destes, sendo que na grande maioria dos casos esse momento nunca chega a acontecer.
No meu caso este pode muito bem ter sido "O Momento" em que, de uma forma natural e harmoniosa, simplesmente... aconteceu!
Um grande obrigado ao camarada Alexandre Matos que com com o seu enorme talento fotográfico teve a capacidade de eternizar este momento de arrebatadora harmonia.

 

terça-feira, 30 de agosto de 2016




Pitões das Júnias, ponto de partida para tantas aventuras serranas, vê-se agora abraçada por uma iniciativa que tem por objectivo a angariação de livros para a sua futura biblioteca. Assim, nasceu a ideia "Um Livro para Pitões"!

Esta pretende ser uma iniciativa bastante simples e na qual todos possam participar. Pretende-se que todos enviem pelo menos um livro novo ou em bom estado, para a Junta de Freguesia de Pitões das Júnias e que o número de livros enviados atinja os 1.000 exemplares até 25 de Dezembro de 2016. Esta não será uma data limite para a iniciativa, será somente um incentivo para se consiga dar uma grandiosa prenda de Natal a Pitões das Júnias, às suas gentes e em especial às suas crianças.
Esta é uma iniciativa que visa fazer com que as crianças e os jovens vejam que a sua aldeia pode ser o seu futuro, através da literatura e promovendo a cultura local. Pitões das Júnias tem futuro!
O livro de vossa escolha (mas preferencialmente de contos), deve ser enviado para a seguinte morada:

Junta de Freguesia de Pitões das Júnias
Largo do Eiró, n.º 3
5470-370 Pitões das Júnias - Montalegre


No envelope devem indicar "Um Livro para Pitões!"
Divulguem e partilhem a ideia, mas não se esqueçam que o mais importante para que a iniciativa tenha sucesso é que todos enviemos "Um Livro para Pitões"!
Não se esqueçam de tirar uma fotografia ao livro que enviarem e de a fazer chegar à página do evento no facebook que podem encontrar aqui, e onde podem encontrar toda a informação, bem como acompanhar o desenrolar da iniciativa.

A causa é nobre! As gentes de Pitões das Júnias merecem!


 

segunda-feira, 6 de junho de 2016




Na minha última incursão serrana, lá para as bandas de Castro Laboreiro, numa curta mas interessante conversa com um simpático casal residente em Padrosouro, explicávamos-lhes por onde os nossos passos nos tinham levado ao longo da jornada.
- Ali é a Pena de Anaman! exclamou o homem.
- Mas não é Anamão? perguntámos.
- Não! Nós aqui falámos em castrejo, sou natural da Curveira, sempre vivi nestas terras, e aquela é a Pena de Anaman. Isso de Anamão é lá para os que falam em português! retorquiu o homem.
Esta conversa levou-me a partir em busca de mais informação sobre esse tal de dialecto castrejo. Acabei por encontrar num site/blog um interessante artigo que ajuda, e muito, a entender a linguagem das gentes daquelas paragens e o qual transcrevo a seguir.

"DIALECTO CASTREJO"
"O dialecto Castrejo é falado na vila fronteiriça de Castro Laboreiro e nos seus arredores e assemelha-se ao de Melgaço e suas outras freguesias. Quando o ouvimos facilmente o associamos a uma pronúncia espanholizada – as vogais são mais acentuadas, alguns dos sons anasalados como o ão do actual português desaparecem, e, genericamente, a língua é manifestamente mais aberta comparando-a com a cerrada forma de falar do português corrente. Trata-se, indo ao fundo da questão, de um arcaico galaico-português, a língua mãe que deu à luz a língua galega e a língua portuguesa, e por isso, muito provavelmente, o melhor testemunho de como funcionava o português no seu estado original. As idiossincrasias da Galiza, de resto, podem ser encontradas em quase todo o norte e centro-norte do país, e tratando-se de uma zona raiana, a muitos poucos quilómetros desta província espanhola, é obviamente compreensível que haja aragens galegas a influenciar os falares das gentes de Castro Laboreiro (como acontece no Barranquenho, na raia alentejana, ou no Mirandês, na raia transmontana).

Não é fácil encontrar um quadro global que estruture o dialecto castrejo. No entanto, há formas que podemos generalizar e dizer que são parte dele, no sentido em que obedecem a uma certa coerência no seu falar: nomeadamente a substituição do v pelo b, e do já mencionado ditongo ão pelo de sonoridade mais galega om ou an, transformando-se palavras como não ou são em nom ou som. Esta particularidade também a podemos associar, em termos mais abrangentes, à dita pronúncia do norte, mas nunca de forma tão assumida e vincada como na zona de Castro Laboreiro, onde mal notamos a diferença quando passamos de lá para o outro lado da fronteira. Outra característica que podemos atribuir a este dialecto nortenho é a fonética que envolve os ch, som que passa a ser dito como se fosse antecedido por um t – ou seja, palavras como chuva passarão a ser ditas tchubia. Também alguns substantivos terão outros modos: água passa a auga, pão passa a pan, hoje passa a huje. Por fim, é relativamente frequente haver uma substituição do e por i, sendo comum ouvirmos nim ou intom, no lugar de nem ou então.

O isolamento da região em relação aos maiores centros urbanos fez com que o concelho de Melgaço, no qual Castro Laboreiro se inscreve, preservasse certas normas linguísticas regionais, que, claro está, começam a desfiar à medida que os acessos rodoviários e algumas máquinas poderosas (com a televisão à cabeça) se foram desenvolvendo. Ainda assim, é comum vermos as povoações raianas do interior do Alto Minho, situados entre o Rio Lima e o Rio Minho, falarem castrejo entre elas, num contexto local.

As gentes da Galiza muitas vezes se queixam do facto do Franquismo lhes ter censurado a sua língua mãe, e que esta se foi progressivamente aproximando do castelhano, e pelo menos no acento, sabemos que isto é verdade. Já tive oportunidade de falar com muitos galegos que gostariam de dar um passo atrás na sua língua, e acercá-la novamente do galaico-português. Nesse aspecto, o dialecto castrejo poderá ser uma excelente ponte de ligação entre nós."
Por Ricardo Braz Frade, In Portugal Num Mapa

Assim sendo, em castrejo nos entendemos... Eis a Pena de Anaman!



"Dentro" de Anaman.



Idílico!



 

domingo, 15 de maio de 2016



Escapadela até ao Macizo de Trevinca com o intuito de conquistar os "Peñas" Negra (2.121 m.) e Trevinca (2.127 m.), situados no limite fronteiriço das regiões da Galiza e de Castela e Leão.
Estes dois gigantes "gémeos" sobressaem naquela imensa paisagem serrana, um virado a norte o outro a sul, e quer seja a partir de um ou de outro as vistas são largas e soberbas, travando entre si uma espécie de duelo pelo lugar de maior destaque.
A abordagem, desta vez, foi feita a partir do lado galego que, em abono da verdade se diga, é bem mais apelativo do que o lado zamorano.
Paisagens de sonho... pintadas de branco!
Propósito cumprido, naquela que foi sem dúvida a melhor maneira de comemorar o "nosso" Dia da Liberdade!


Á esquerda o Peña Negra. Á direita, em segundo plano, o Peña Trevinca.


O "Negra" é já ali!


Vista do Peña Trevinca (2.127m.) a partir do Negra.


A caminho do Trevinca. Um "mar" de neve!
Adivinhem lá onde estão os "Wally's"?


Peña Negra (2.121m.) desde o Trevinca.

 

domingo, 20 de março de 2016



Todo nós, os "amantes" da natureza e em especial da montanha, já sentimos por variadas vezes o conforto e a utilidade dos "toscos" abrigos de pastores com que nos cruzamos durante as nossa incursões.
Neste dia de brancura gélida não foi diferente. Fez toda a diferença esta espécie de aconchego invernal na Chã do Abade.











"BEM VINDOS AOS AMIGOS"

Sentados á mesa, apreciando uma bebida quente por entre dois dedos de conversa, lá se retemperaram as forças para o que se seguia.
E como era muito o que ainda estava para vir, rapidamente chegou a hora de voltar a pôr os pés ao caminho e deixar para trás a inusitada hospitalidade da Chã do Abade.

 

domingo, 6 de março de 2016



Algumas imagens do cume da Serra da Peneda (1.374m.), captadas a 28 de Fevereiro de 2016, no decorrer de uma fabulosa caminhada invernal, mas de elevado grau de dificuldade com progressão difícil e em condições climatéricas muito adversas!

"FACE NORTE"



"FACE SUL"


Percurso efectuado: Sistelo > Boucinhas > Branda de Lamelas > Chã do Abade > Branda do Arieiro > Cerca > Alminhas de S. Brás do Monte > Castelo do Pedrinho > Porta Covelo > Branda da Gémea > Branda do Alhal > Padrão > Sistelo.
Grande abraço aos camaradas de jornada!