domingo, 6 de outubro de 2013



Extensão e Duração    -    18 Km - 5:30 Horas
Grau de Dificuldade    -    Moderado / Dificil
Localização    -    
Serra do Marão
Ponto de Partida / Chegada    -     Soutelo, Santa Marta de Penaguião
Altitude mínima    -    656 m.
Altitude máxima    -    1416 m.
 
 
 
      Dia verdadeiramente espectacular para esta ‘trepadela’ á Serra do Marão! Depois de um fim de Verão abrasador, finalmente chegaram as temperaturas mais amenas para se poder desbravar novos e velhos caminhos por esses montes e vales.
      O objectivo era subir a serra pela sua vertente virada a Este, com partida e chegada na pequena aldeia de Soutelo. Tomamos por base o ‘PR Trilho da Senhora da Serra’ ao qual acrescentamos alguns quilómetros e derivações para o tornar, na nossa perspectiva, mais interessante.
      A parte inicial, até Póvoa da Serra, é bastante interessante percorrendo bucólicos caminhos de pé posto sempre por entre arvoredo, com destaque para o castanheiro e para o pinheiro. Aliás as manchas florestais foram uma constante nesta caminhada.
      Depois de atravessar a aldeia entra-se na serra pura e dura até atingirmos a o marco geodésico que marca o ponto mais elevado do Marão (1416 m.), ali mesmo ao lado da capela da Sra. da Serra, local onde se realiza anualmente a ‘mais alta romaria de Portugal’, fazendo fé nas palavras das simpáticas senhoras com quem estivemos a ‘cuscar’ na Póvoa da Serra. De referir que do início do trilho até este ponto tem-se uma subida ininterrupta de quase 7 kms, com um desnível de quase 800 metros! Não é fácil amigos!
      A partir daí atravessamos todo o maciço até á Fraga da Ermida. A imponência destas enormes fragas é de tal ordem que, confesso, dá aquela sensação de pequenez perante tamanha brutalidade da Natureza! Esta foi a fase do puro deleite, pulando de fraga em fraga, de miradouro em miradouro, sempre com vistas para este e o outro mundo, quer nos virássemos para Sul, para Norte, para Este ou para Oeste. Estava tudo abaixo dos nossos pés!
      Continuando de miradouro em miradouro lá seguimos até voltar a entroncar no referido PR que desce agora ao longo de vários kms até Soutelo, que já se avistava lá ao longe, perdida no meio de um profundo vale.
      18 kms depois do início chegávamos de novo a Soutelo e terminava assim esta espectacular caminhada pelo Marão. Uma ‘trepadela’ que merecia aqui uma descrição bem mais pormenorizada, mas a falta de tempo desta vez não o permite. Ficará para uma próxima!
      O Marão é uma serra para continuar a descobrir e a merecer mais, muito mais da nossa atenção, pois tem argumentos mais do que suficientes para nos levar até lá na busca de novas aventuras.
      Um até já!